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JK NO EXÍLIO

 Média-metragem | Brasil-França | 2010

Título original | JK no Exílio

Formato |  HD 1080×1920

Classificação | Documentário

Duração | 52 min

Produção | GEO Filmes / 2 Plátanos / Cinergie Productions

Coprodução | Franco-brasileira

Distribuição | Ainda indefinido

 

PATROCÍNIO

Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A/ TAESA

Transmissoras Brasileiras de Energia/TBE

Lei Rouanet/MINC

 

APOIADORES

Embaixada do Brasil em Paris

Consulado do Brasil na França

  

Sinopse

Depois de ter seus direitos políticos cassados em 1964, Juscelino Kubitschek teve que seguir pelos caminhos do exílio. Este episódio, um dos mais dramáticos na sua vida, é reconstituído a partir dos relatos de amigos, parentes, e principalmente, por meio do testemunho de sua secretária, Maria Alice, exilada até hoje. Cenas únicas de Jk em Paris, recuperadas nos arquivos franceses, fotos e cartas nos proporcionam uma viagem no tempo.


release de apresentação

 

Documentário sobre o exílio de JK em Paris estreia

em setembro na Capital do País

Em 1964, pouco tempo depois do golpe de estado militar no Brasil, Juscelino Kubitschek (JK), tendo os direitos políticos cassados, vê-se obrigado a sair do país, e exila-se em Paris. É sobre esse momento, pouco conhecido da vida do ex-presidente, que trata o documentário, JK no Exílio, dirigido por Charles Cesconetto e Bertrand Tesson, que tem estreia prevista para setembro em Diamantina e Brasília e em outubro no Rio de Janeiro.

Rodado em Paris, Rio de Janeiro e Brasília, por uma equipe franco-brasileira, o filme torna visível um dos episódios mais dramáticos da vida do ex-presidente, e obscuro da história política do país, através de relatos de amigos, parentes e, principalmente, pelo testemunho de sua secretária, Maria Alice Gomes Berengas, exilada até hoje.

Quando o ex-presidente chega a Paris, pede a Josué de Castro, seu amigo, que o ajude a encontrar uma secretária para auxiliá-lo com as correspondências e com a escrita de suas memórias. Josué de Castro lhe apresenta Maria Alice, brasileira, casada com um francês e morando há pouco tempo em Paris.

Filha do intelectual, jornalista, diplomata e militante carioca da primeira metade do século XX, Perilo Gomes, Maria Alice passa a fazer parte da vida cotidiana de Juscelino, no apartamento-escritório, de dois quartos, do Boulevard Paul Doumer onde morava com a esposa Sarah, durante o exílio na capital francesa. Além de secretária, foi também testemunha e conselheira desse momento difícil, de profunda tristeza e apreensão na vida do Juscelino Kubitschek, pela situação do país, pela impossibilidade de regresso, pela vigilância da polícia francesa de Charles de Gaulle. JK chega a confessar, naquele momento, o desejo de suicídio em carta que escreve a um amigo.

O testemunho sensível e profundo de Maria Alice e os depoimentos de amigos e companheiros de exílio, como os de Carlos Heitor Cony e Oscar Niemeyer e da filha Maria Estela Kubitschek fazem do documentário, JK no Exílio, “um filme raro e revelador”, como afirma o internacionalista e vice-presidente do Instituto Pensando o Brasil, Fábio Chateaubriand. “Podemos conhecer (com o filme) outro capítulo, até então pouco conhecido do brasileiro, da magnífica história de JK e a sua dramática vida no exílio. Um documentário fascinante sobre o homem que só pensou o Brasil.” Comenta ainda, Chateaubriand.

Também os documentos inéditos são outro fator relevante no filme para esse novo olhar sobre o homem e o político JK. A produção franco-brasileira encontrou, em instituições do governo francês, como o Ministère des Affaires Etrangères e na Embaixada da França no Brasil, documentos até então desconhecidos dos brasileiros e que demonstram num estilo muito claro a atmosfera política da época.  As imagens, também inéditas, encontradas nos arquivos de jornais e da televisão francesa, como a participação de Juscelino em um programa de entrevistas no Canal +5, ou outra reportagem, em que vemos JK e Niemeyer visitando uma exposição parisiense sobre a arquitetura moderna de Brasília, tornam o documentário imageticamente potente para estimular a memória política brasileira. Além dos documentos e fotos que a própria Maria Alice conservou em seu poder, como os manuscritos das memórias do ex-presidente.

A ideia do documentário é do pesquisador brasileiro e professor Carlos Alberto Antunes Maciel, que conheceu Maria Alice durante sua pesquisa na França e estabeleceu com ela uma forte relação de amizade. Essa relação de amizade e confiança foi um elemento central e representou um encorajamento para realização do filme na opinião de Charles Cesconetto. “Foi um fato importante para que Maria Alice se exprimisse com total convicção e liberdade”, afirma o diretor brasileiro.

E o documentário termina de forma emocionante, com uma cerimônia no Consulado Geral do Brasil em Paris, na qual Maria Alice Gomes Berengas, recebe seu passaporte novo e sua nacionalidade brasileira é restituida. Ela havia deixado para trás todos os seus documentos, quando teve que sair fugida do país, em um navio cargueiro, ameaçada que estava pela polícia brasileira, depois de ter vindo com a família Kubitschek para o Rio de Janeiro, depois do exílio do ex-presidente em Paris. O filme é uma homenagem a JK e à sua leal secretária no exílio.

 

Produtora

JK no Exílio é uma co-produção franco-brasileira. Foi produzido pela produtora catarinense, GEO Filmes, em parceria com a também catarinense 2 Plátanos produções cinematográficas e com a francesa Cinérgie Productions. 

A GEO Filmes é uma produtora especializada na produção de documentários, ficções, séries e institucionais, para cinema, televisão, internet e DVD, e atua no mercado catarinense e nacional há nove anos. Fundada e dirigida por Charles Cesconetto, a GeoFilmes tem como principal foco de atuação o mercado internacional, tendo produzido já diversos trabalhos neste âmbito. A 2 Plátanos é dirigida por Maria Emília Azevedo, que foi coordenadora de produção no Brasil do documentário JK no Exílio.

Mais informações no site: www.geofilmes.com.br

 

Sobre o diretor – Charles Cesconetto

Atua na produção cinematográfica desde 1986 como Diretor de Fotografia, na realização de curtas e longas metragens, documentários, publicidades, animações, clipes musicais e tele dramaturgias. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina e cursou Cinematografia Avançada na EICTV, em Cuba. Em 1999 ingressou na UNISUL como professor do curso de Cinema e Vídeo e desde 2006 coordena o curso de Multimídia Digital. Atualmente, na direção da produtora GeoFilmes, se dedica à produção e direção de filmes documentários. A relação completa de sua atuação profissional e dos trabalhos realizados pode ser encontrada no seu currículo Lattes.

Mais informações: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4148739H9

 

Sobre o idealizador  – Carlos Alberto Antunes Maciel

Graduado em Letras – Português / Francês pela Universidade Federal de Santa Catarina (1971), em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (1972), mestrado em Maîtrise Lettres Modernes – Université de Strasbourg II (Sciences Humaines) (1973), doutorado em Linguistique Française – Université de Strasbourg II (Sciences Humaines) (1975), doutorado (‘Doctorat d’État’ – Livre docência) em Études Latino-Américaines, e doutorado em Études Ibériques Espagnol – Université de Nantes (1994). Atualmente é professeur – Université de Nantes, membro pesquisador – Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS-ILF-UMR 6039- Nice) e Diretor do Departamento de Português da Universidade de Nantes. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística, atuando principalmente nos seguintes temas: lexicologia, bases de dados textuais, estatística linguística, PORTEXT e língua portuguesa.

Sobre Maria Alice Gomes Berengas

Secretária de Juscelino Kubitschek (JK), em Paris, durante o seu exílio parisiense, nos anos sessenta. Ela é brasileira e o seu pai, Perilo Gomes, escritor, jornalista e diplomata, foi um daqueles intelectuais militantes que muito marcaram a vida intelectual do Rio e, de uma maneira geral, do Brasil dos anos 20 e 30, e mesmo depois disso (na sua condição de membro fundador do grupo da revista Ordem).

Maria Alice, trabalhando junto do Presidente, ajuda-o a redigir as suas memórias em Paris. Ela é assim ao mesmo tempo testemunha e agente, enquanto depositária dos manuscritos e também das lembranças até agora pouco conhecidos do ex-presidente.

Algumas das falas de Maria Alice no filme:

“Numa daquelas tardes cinzentas, tristonhas e, no entanto, auspiciosas, recordo sempre Paris dos anos 60 e especialmente, o dia em que fui apresentada ao presidente JK ! O presidente fez umas perguntinhas e escutou atentamente as respostas.”

“Despertou o médico. Fez-me confessar que também eu fôra exilada.”

“Casada com um francês, de fato, eu estava permanentemente aprendendo a viver afastada da minha terra, dos meus hábitos e da minha família. Aliás, eu já tinha reparado que para os europeus daquele tempo, meados do sec. XX, os americanos do sul eram considerados criaturas selvagens incultas, tal como tinham sido descritos nos anais dos nossos descobridores. Assim como a povoação dos Estados Unidos, em grande parte segundo se acreditava, era composta de cow-boys.”

“O presidente fitava-me com seu olhar bondoso, incitando-me a continuar e eu, intimidada, ciente de estar diante de uma pessoa de valor excepcional, a quem eu gostaria de ter sabido agradecer a impressionante qualidade de ser humano que demonstrou ouvindo-me, falando-me com simplicidade, com total compreensão da minha situação.”

“O presidente JK foi um homem de bem.”


Outros depoimentos no filme

 Embora o foco narrativo seja o depoimento de Maria Alice, outros importantes depoimentos de figuras de destaque no cenário político e cultural brasileiro, e na vida de Juscelino Kubitschek, estão presentes no documentário. Tais como:

 

Affonso Heliodoro dos Santos, advogado, jornalista, foi amigo e Chefe do Gabinete Militar no Governo de Minas Gerais e Subchefe do Gabinete Civil na Presidência da República de JK. Ficou em Paris com JK em seus primeiros tempos de exílio. Dirigiu o memorial JK  por 16 anos, Atualmente é Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal. É autor entre outras obras publicadas de “JK – de Diamantina ao Memorial”

 

Ronaldo Costa Couto, escritor, doutor em história pela Sorbonne (França), foi ministro do Interior e ministro-chefe da Casa Civil (governo Sarney). É autor, entre outras obras, de “História Indiscreta da Ditadura e da Abertura” e de “Brasília Kubitschek de Oliveira.”

 

Arnaldo Niskier, jornalista, professor, educador, administrador, ensaísta e orador. Eleito em 22 de março de 1984 para a Cadeira n. 18, na sucessão de Peregrino Júnior, foi recebido em 17 de setembro de 1984, pela acadêmica Rachel de Queiroz.

 

E outros não menos importantes: Carlos Heitor Cony, Carlos Murilo Felício dos Santos, Ivo Pitanguy, Maria Estela Kubitschek Lopes, Monique Jourdet,  Murilo Melo Filho, Oscar Niemeyer, Rodrigo Paulo de Pádua Lopes.

 

 Depoimentos sobre o filme

 

“JK no Exílio é um filme raro e revelador. Através dos relatos de familiares, amigos e dos depoimentos de Maria Alice Berengas, leal secretária do presidente Juscelino Kubitschek no exílio, podemos conhecer um outro capítulo, até então pouco conhecido do brasileiro, da magnífica história de JK: a sua dramática vida no exílio. Um documentário fascinante sobre o homem que só pensou o Brasil.”

Fábio Chateaubriand – Internacionalista, é vice-presidente do Instituto Pensando o Brasil e coordenador executivo do Centro Cultural Argentina-Brasil.

JK no Exílio é um documentário brilhante e sensível sobre uma fase sofrida e praticamente desconhecida na vida de Juscelino Kubitschek”.

Maria Adelaide Amaral – jornalista, dramaturga e tradutor

 

“Fiquei encantada com o filme JK no Exílio. É um trabalho enriquecedor para todos nós que pouco ou nada sabíamos a respeito da vida de nosso ex-presidente no exílio.A ideia de que ele estava em Paris nos fazia pensar em um estilo de vida confortável, culturalmente rico, cercado de amigos e vida social intensa. Pois volto a dizer, poucos ou nenhum de nós não tão chegados a ele, sabíamos em que condições precárias ele vivia, da dor da saudade da sua pátria. Da tristeza que tomava conta de seus dias. Da dificuldade financeira; porque ele estava longe de ter se tornado um homem rico.

A alegria do nosso ex-presidente Juscelino Kubitscheck, alegria contagiante como já li em livros e minissérie, ficou aqui, na partida para o exílio. Ela foi substituída por uma saudade e uma tristeza da terra que ele tanto amava, da família a quem ele era tão ligado. Confesso que foi uma surpresa para mim, que tanto li a respeito da vida dele,  mas nada sabia sobre a vida no exílio

Muito obrigada por ter tido a oportunidade de conhecer esse outro lado desse homem que sempre amou sua família e seu Brasil.”

Teresa Sá Martins – Psicóloga e Produtora de arte

 

Serviço – Lançamento

Lançamento em Diamantina: Teatro Santa Izabel, dia 10 de setembro de 2011 – 19hs

O filme JK no Exílio será lançado, em pré-estreia, na cidade mineira onde nasceu Juscelino Kibitschek, Diamantina, no dia 10 de setembro de 2011, durante a semana na qual se comemora o aniversário do ex-presidente. Esta, que será a primeira exibição pública do filme, acontecerá no Teatro Santa Izabel, para convidados muito especiais. A organização do evento está sendo realizada por Serafim Jardim, presidente da Casa de Juscelino.

Organização: Serafim Jardim, ex-secretário particular de JK e presidente da Casa de JK – telefone 038-35313607.

http://www.diamantina.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=366:entrega-da-medalha-jk&catid=47:noticias&Itemid=128

 

Lançamento em Brasília: Museu Nacional, dia 18 de setembro de 2011 – 19hs

JK no Exílio terá sua estreia na capital brasileira, Brasília, cidade construída por Juscelino Kubitschek, também na semana em que se comemora seu aniversário, no dia 18 de setembro de 2011, às 19 horas, no Museu Nacional. O evento está sendo organizado por Silvestre Gorgulho, ex-secretário de cultura do Distrito Federal.

Organização: Silvestre Gorgulho – ex-secretário da cultura do Distrito Federal.

 

Lançamento no Rio de Janeiro: Museu da República, antigo Palácio do Catete, no dia 01 de outubro – 19 hs.

Lançamento em Florianópolis, dia 22 de novembro na Fundação Cultural Badesc – 19h

 

Mais informações

GEO Filmes

Rua Lauro Linhares, 2123 / sala 106- torre A – Trindade – Florianópolis, Santa Catarina, Brasil – CEP 88036-003

e-mail: geofilmes@geofilmes.com.br

Website: www.geofilmes.com.br

Website do filme: www.filmejknoexilio.com.br

Contatos:

Charles Cesconetto – Diretor Executivo Geofilmes

Telefones: 55 48 33715100

Rosana Cacciatore – Assessoria de Imprensa

Telefone: 55 48 99863242

e-mail: imprensa@geofilmes.com.br